Exposição possui diferentes sons de chuva em sua composição, utilizando o som de forma espacial e criando uma nuvem sonora |
Foto do artista Floriano Romano

Foto: divulgação

Na sua sexta exposição individual, o artista Floriano Romano, pioneiro da relação entre som e artes visuais apresenta mais um trabalho sobre o ruído da natureza e sua relação com o espectador. A exposição NUVEM apresenta uma instalação do artista composta por seus objetos sonoros retirados do cotidiano. Desta vez, guarda-chuvas sonoros que irradiam o som da chuva formam uma instalação no teto do Espaço Furnas Cultural que pode ser percorrida e fruída pelo público. A obra possui diferentes sons de chuva em sua composição, utilizando o som de forma espacial e criando uma nuvem sonora.
 
Romano é artista visual e trabalha desde 2000 no Rio de Janeiro. Já ganhou diversos prêmios com suas instalações e objetos sonoros, entre eles o Prêmio Marcantonio Vilaca da Funarte, em 2012, e o Prêmio CCBB Contemporâneo, em 2015. Participou da Residência Hobra Brasil – Holanda em 2016 e foi bolsista dos Ateliers da Lada em Portugal no ano 2000. 
A exposição trata da possibilidade de uma escuta atenciosa do ruído através de uma nuvem de sons simultâneos de chuva que se irradiam de guarda-chuvas sonoros dispostos no teto da galeria do Espaço Furnas Cultural. A nuvem de ruído nos apresenta várias frequências de forma simultânea que passam a coexistir com sua ressonância. A audição da “chuva” nos aproxima da memória e das imagens que ela evoca quando tentamos nos terriotorializar no espaço.
 
Exposição NUVEM
Artista: Floriano Romano
Local: Espaço Furnas Cultural – Rua Real Grandeza, 219, Botafogo – Rio de Janeiro
Período: de 16/08* a 14/10/2018 – *Abertura para convidados – dia 16/08, às 19h
Visitação: terça à sexta, das 14h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h
Clique em “leia mais” ou em “View full article” e saiba um pouco mais sobre o artista.

MINIBIO
 
Floriano Romano é pioneiro em obras que mesclam instalações, performance e rádio em espaços urbanos. Criou o programa de rádio “O Inusitado”, no Rio de Janeiro, condensando um excelente imaginário sobre o som, tanto nas artes plásticas como na música e na poesia, de 2002 a 2004. Trabalha com objetos sonoros, instalações e intervenções urbanas. Em 2016, fez duas exposições individuais: Errância, no Centro Cultural Banco do Brasil, onde microfonou o corpo de vários acionistas para realizar gravações de campo na noite da cidade do Rio de Janeiro, e Muro de Som, uma casa sonora com objetos criados para o Parque das Ruínas. O artista também participou da Residência HOBRA-Holanda Brasil, no Rio de Janeiro.
Em 2015, ganhou o Prêmio CCBB Arte Contemporânea e participou da exposição do Prêmio Marcantonio VIlaça do SESI, no MAC/USP, e da TRIO Bienal de Escultura, no Centro Cultural Banco do Brasil. Em 2013, realizou a exposição individual SONAR, na Casa de Cultura Laura Alvim. Em 2012, ganhou o prêmio Marcantonio Vilaça da Funarte com a obra Chuveiros Sonoros e o Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, com a exposição “A Cidade Sonora”, uma reunião de gravações de cidades do mundo todo enviadas por artistas e não-artistas que soava como ruido urbano.