| Passeio na “Ilha dos Amores” acontece neste domingo, 26/05, a partir das 9h | 
Rolé Caroca Paquetá

Rolé Carioca em Paquetá /2016 / Crédito: Thiago Diniz

O Rolé Carioca inicia as atividades deste ano com roteiro em Paquetá – bairro queridinho do público que acompanha os passeios – no dia 26 de maio, a partir das 9 horas. A proposta do projeto, que está em sua sétima edição, é difundir conteúdos históricos e culturais da cidade do Rio de Janeiro a partir do portal http://www.rolecarioca.com.br. Uma de suas principais ações, os passeios gratuitos acontecem no último domingo de cada mês. O ponto de encontro é na Praça XV, em frente às barcas.

No roteiro do passeio na “Ilha dos Amores” deste domingo estão os seguintes locais: Praça Pedro Bruno, Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte, Canhão de Saudação a D. João VI, Árvore Maria Gorda, Igreja de São Roque, Praia da Moreninha, Ponte da Saudade, Casa de José Bonifácio e Parque Darke de Mattos.

Por mais convidativo que seja, nem sempre é possível uma pausa no dia-a-dia para vivenciar a cidade de forma mais plena e lúdica. E é justamente esta experiência que propõe o Rolé Carioca. Além dos passeios gratuitos, que já reuniram cerca de 25 mil pessoas em mais de 45 roteiros diferentes, atingindo a marca de 1700 quilômetros percorridos desde 2013, o Rolé engloba outras plataformas, como o portal, onde é possível encontrar todos os roteiros já realizados, além de informações, curiosidades e dados históricos sobre a cidade, propondo a reflexão sobre a relação de seus moradores com o território.

Rolé na Ilha dos Amores
O clima bucólico, com jeito de vila de interior, faz de Paquetá – conhecida como Ilha dos Amores – um dos destinos preferidos do público que acompanha os passeios promovidos pelo Rolé Carioca. Quem contempla sua natureza, com árvores centenárias e belas praias, nem imagina que a Ilha teve uma das ocupações mais antigas do Brasil, quando os franceses tentaram criar, antes mesmo da fundação da cidade do Rio de Janeiro, a sua “França Antártica” na Baía de Guanabara. No século 19, Paquetá caiu nas graças do Império e foi local de hospedagem frequente de Dom João VI, no Solar Del Rey (hoje a Biblioteca Pública). Foi também na Ilha que viveu, em seus últimos anos, o político e naturalista José Bonifácio, cuja residência segue preservada e em uso. Com o funcionamento regular das barcas, a partir de 1838, Paquetá caiu definitivamente nas graças dos moradores do Rio, que adotaram o local como destino de veraneio.

O nome Paquetá, de origem indígena, significa “lugar com muitas pacas”, já que a ilha era repleta de pacaranas na época dos índios Tamoios (ou Tupinambás). No entanto, outras interpretações sugerem que o nome queira dizer “área com muitas conchas ou pedras” – marca registrada do bairro até hoje. Seja como for, Paquetá apaixona os seus visitantes pelo seu clima retrô, imortalizado pelo romance A Moreninha, do escritor Joaquim Manoel de Macedo, publicado em 1844.

O projeto é uma realização do estúdio M’BARAKÁ, com consultoria de conteúdo dos professores, do coordenador nacional e professor do curso de História da Universidade Estácio de Sá, Rodrigo Rainha, e do historiador William Martins, – mestres de cerimônia do projeto e guias dos passeios. Os patrocinadores são a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, Estácio de Sá e RioCard, além de copatrocínio das empresas SHIFT ETT e Cinesystem. Todos os patrocínios foram realizados por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.

Neste ano o passeio conta com uma novidade: o encerramento do Rolé acontecerá com um piquenique coletivo no Parque Darke de Mattos. Os organizadores sugerem que o púbico leve canga e lanche.

Rolé Carioca – Paquetá
Data: dia 26/05 (domingo)
Horário: 9h
Ponto de encontro: Praça XV (saída das barcas) – Centro – Rio de Janeiro/RJ // Obs.: Ponto de encontro alternativo, às 11h10) na Praça Pedro Bruno, em Paquetá.
Duração: aproximadamente 2h30
Gratuito – Não é necessário fazer inscrição – Obs.: passagens das barcas não estão incluídas no evento gratuito.

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Livro Sob Um Céu de Flamboyants - Cotidiano e História Social na Ilha de Paquetá - Interciência

 

 

 

 

Roteiro – Ilha de Paquetá
Praça Pedro Bruno (Obs:. Ponto de encontro alternativo, às 11h10)
Praça projetada pelo pintor Pedro Bruno, onde se destacam várias de suas obras: bebedouro de pedra, bancos e colunas para bougainvilles. O busto em bronze do pintor é obra do escultor Paulo Mazzuchelli.

Igreja do Senhor Bom Jesus do Monte 
Localizada na Praia dos Tamoios, próxima à estação de desembarque na Ilha de Paquetá, a capela original foi construída em 1763 e ficou subordinada até 1810 à Igreja Nossa Senhora da Piedade, de Magé, data em que foi oficializada como Igreja Matriz da Freguesia de Paquetá.

Canhão de Saudação a D. João VI
A peça fazia parte de uma bateria de canhões usada para saudar a chegada de Dom João VI ao bairro a partir de 1808, quando o Príncipe Regente, que depois se tornou Rei, passou a frequentar Paquetá – ou Ilha dos Amores, como ele a chamava.

Árvore Maria Gorda
Raro exemplo de baobá, de origem africana, com centenas de anos e medindo mais de sete metros de circunferência. Sua bela flor é usada em aplicações medicinais. Em 1967, Maria Gorda é tombada pelo Decreto Estadual “E” 1902.

Igreja de São Roque
Construída como capela particular, seria obra de Inácio de Bulhões, proprietário de terras no Norte da ilha. Em 1728, a igreja teve permissão para ter pia batismal e ministrar a extrema-unção, pois a ilha estava situada a três léguas de Magé – onde pertencia a paróquia.

Praia da Moreninha
Cenário da famosa fábula indígena que fala de Ahy e Aoitin, jovens tamoios grandemente apaixonados. Recontada no romance “A Moreninha, escrita por Joaquim Manoel de Macedo, a história tem Augusto e Carolina, um jovem casal de namorados do século 19 como protagonistas.

Ponte da Saudade
Ponte onde, de acordo com a lenda escrava, João Saudade, da nação Benguella, rezava diariamente para reencontrar sua família que ficara na África. Hoje, ponta do cais, na época, era apenas uma fileira de pedras superpostas que avançavam pelo mar.

Casa de José Bonifácio
O Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrade e Silva, teria residido nesta propriedade de 1829 a 1831, antes de ser tutor dos filhos de Dom Pedro I. A chácara é hoje uma residência particular e sua fachada pode ser apreciada da rua.

Parque Darke de Mattos
Com árvores centenárias, jardins, trilhas e mirantes, mar e matas, histórias e lendas, o Darke de Mattos é um extraordinário exemplo de parque romântico. O Mirante Boa Vista, singular no seu acesso e na sua arquitetura em pedras, oferece uma vista panorâmica da Baía de Guanabara.

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