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| Performance “Tempestuosa Depressagem” dialoga com vivências subjetivas do ser humano |

Foto divulgação

O Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro apresenta, no dia 7 de abril, às 19h30, a “Tempestuosa Depressagem“. A  performance artística retrata as nuances e desdobramentos da síndrome do pânico e da depressão em mulheres negras com foco na dificuldade que elas têm de assumir e admitir as subjetividades da saúde mental.
“A depressão, o mal do século XXI, atinge todas as faixas populacionais, porém por conta de um racismo histórico e estrutural, estas subjetividades humanas foram negadas à população negra. Na performance, para além das próprias experiências corporais e psicológicas de quando foi acometida pela síndrome do pânico, a curadora e idealizadora do projeto, Flavia Souza, trará, através de uma dramaturgia verbal e corporal, relatos próprios e de outras mulheres negras com experiências semelhantes.”
A proposta é a de trazer à tona essa discussão e, ao mesmo tempo, poder humanizar esses sofrimentos a fim de que a problemática seja percebida por todos e como um alerta para aqueles que sofrem com a doença, para que procurem ajuda. A direção é de Tatiana Tibúrcio.
“Tempestuosa Depressagem é uma performance que dialoga com as vivências subjetivas do ser humano. Estas sensações são de difícil compreensão para a maioria da população. E nós, da população negra, temos a dificuldade de assumir e admitir quando somos acometidos psicologicamente. Desde a época do navio negreiro, a população negra já sofria e se suicidava por depressão, na ocasião chamada de banzo, e tida como um mal que só acometia aos escravizados. E assim nada foi feito para combater a patologia da relação mente e alma. E os pretos foram, como sempre, deixados de lado e, sem o condicionamento para reconhecer o problema, eles tiveram potencializados seus distúrbios, pois o direito à humanidade foi negado. No que diz respeito às mulheres negras, a sociedade brasileira se condicionou a uma cobrança excessiva, pregando que esta é uma fortaleza ambulante e não sente nada, conseguindo lidar bem com tudo. Segundo Djamila Ribeiro, por conta das violências pelas quais as mulheres negras passam, criou-se o mito da mulher negra forte, guerreira, que enfrenta tudo. Mulheres negras precisam ser fortes porque o Estado é omisso e desumano, porque também não reconhece nelas suas fragilidades que são próprias da condição humana. Sabemos que esta é uma construção racista e que traz uma ideia de que somos mais objeto do que humanos. Percebi que ao lidar com a saúde mental o problema é invisibilizado e silenciado entre a população negra. O autocuidado é praticamente inexistente, e isto é herança que o banzo nos deixou”, relata a idealizadora do projeto, Flavia Souza.
Flavia criou em 2017 MOVIMENCURE (movimento que cura). O Movimento tem como proposta debruçar e pesquisar sobre essa patologia da qual foi vítima. “A partir das manifestações culturais, circulares e acolhedoras, onde movimenta a energia que cada ser carrega em si, encontrei uma possibilidade de cura, trazendo, dessa maneira, uma reflexão através da ancestralidade”, diz.
“Através de pesquisas e oficinas, montei um pequeno fragmento solo, com participações e intervenções de vídeos com relatos sobre saúde mental, psíquica, sobre a construção de um ser forte, sobre a dificuldade que pessoas, principalmente negras, têm de admitir que estejam sofrendo e precisando de cuidados e sobre como, onde e quando podemos e devemos buscar ajuda. É sabido que o corpo fala e dialoga sobre tudo, sobre cura, angústia e ancestralidade”, afirma a artista.
O projeto Tempestuosa Depressagem foi contemplado no I PRÊMIO CULTURA + DIVERSIDADE da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. 
Tempestuosa Depressagem
Local: Teatro Angel Vianna – Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro – Rua José Higino, 115 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
Data: dia 7/04
Horário: 19h30
Classificação: livre
| Programação do STOP Bullying conta com palestras e bate-papo sobre as consequências do bullying para a sociedade |

Da sessão “não é de graça, mas é quase”:

Foto: divulgação

Neste domingo, dia 17 de dezembro, das 14h às 18h, o Shopping Grande Rio, em parceria com o Sistema Fator, promove o evento “STOP Bullying”. A atração conta com profissionais da área de educação e psicologia em um ciclo de palestras que tratam sobre o assunto. Para participar, basta doar um brinquedo para crianças de 04 a 10 anos de idade. As palestras acontecem no Espaço Colabore.

Confira a programação:

– Palestra com a psicóloga Samara Costa, com o tema “Bullying: o que é? Quais as consequências para o indivíduo e para a sociedade?”
– Depoimento da Associação Anjos de Realengo. Estarão presentes pais que perderam seus filhos na chacina ocorrida na escola Tasso da Silveira em 2011. Haverá debate sobre a motivação do crime citada na nota de suicídio de Wellington, além do testemunho público de sua irmã adotiva e também de um colega próximo falando sobre o atirador, que era reservado e sofria bullying.
– Palestra com o diretor do Colégio Fator Rafael Lima Santana, com o tema “Visão e ação da escola diante da prática do bullying”.
– Roda de conversa com o Grupo de Empatia, abordando depoimentos (aos que se sentirem confortáveis), sobre a importância dos pais, cyberbullying, uso da internet e importância da empatia.

STOP Bullying
Data: dia 17/12 (domingo)
Local: Espaço Colabore – Shopping Grande Rio – Rua Maria Soares Sendas, 111, São João de Meriti/ RJ. Tel.: (21) 2430-5111
Horário: das 14h às 18h
Sujeito à lotação

O Núcleo Integrado da Barra e a Associação de Imprensa da Barra promovem palestra sobre depressão e transtorno bipolar no dia 15 de outubro, das 10h ao meio-dia. O palestrante será o psiquiatra Paulo Andre Issa.  As vagas são limitadas a 40 pessoas e os interessados devem se inscrever pelo email pordentrodabarra@aib.org.br.

Local: Auditório do prédio Blue Chip – Avenida das Américas 3333, 2ºandar – Barra da Tijuca

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