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Mostra reúne fotos não conhecidas pelo público, réplicas de objetos pessoais e músicas de diversas fases da carreira do artista |
Foto em preto e branco de Cazuza cantando em um palco

Foto: divulgação

No ano em que completaria 60 anos, Cazuza ganha uma exposição especial Teatro Firjan SESI Centro sobre sua vida e obra. Até o dia 14 de dezembro o público poderá conferir momentos de sua infância e juventude, o início da carreira com o Barão Vermelho e a fase da carreira solo. Com acervo da Fundação Viva Cazuza, a mostra conta com alguns objetos e fotos de momentos do artista não tão conhecidos do público em geral.

A exposição é dividida em seis fases diferentes da vida do cantor e compositor. São muitas curiosidades desde antes até do nascimento, como a origem do apelido pelo qual ficou famoso, que ganhou do pai ainda na barriga da mãe. Ele só passou a gostar do nome verdadeiro – Agenor de Miranda Araújo Neto – bem mais tarde, quando descobriu que um de seus compositores prediletos também se chamava Agenor. Outro fato interessante dele ainda menino é que, junto com o jornalista Pedro Bial, seu amigo de escola, entrevistou um dos maiores poetas brasileiros.

Foto em preto e branco de Cazuza de óculos escuros

Foto: divulgação

A mostra também conta a evolução artística de Cazuza, a indicação de Léo Jaime para fazer parte da banda que viria a ser o Barão Vermelho e o ápice da banda no Rock in Rio de 1985. Uma semana após a separação da banda ele foi internado e recebeu uma visita de um beija-flor em seu quarto. Foi a inspiração para um dos seus sucessos da carreira solo, “Codinome Beija-Flor”. O público também verá os momentos em que ele já estava doente e debilitado, mas ainda produzindo obras como “O tempo não para”.

A exposição disponibiliza fones de ouvido com clássicos de Cazuza para o público desfrutar, além de um painel com uma foto do artista em tamanho real, em que é possível tirar uma foto com ele. Ao longo de toda a mostra há vários bloquinhos com frases (versos) de letras de suas canções, que as pessoas podem destacar e levar pra casa.

Durante todo o mês de novembro, os teatros Firjan SESI vão receber shows especiais para cantar a obra de Cazuza. Amigos e parceiros dele, como George Israel, formam a banda “Cajueiros” e apresentam ao público as canções mais clássicas, como “Brasil” e “Ideologia”. Roberto Menescal, Leila Pinheiro e Rodrigo Santos vão apresentar o espetáculo “Faz parte do meu show”, renovando a obra do artista e interpretando seus maiores sucessores em ritmo de bossa nova. O Bloco Exagerado vai promover uma mistura de ritmos para mostrar que Cazuza tem muita afinidade com o Carnaval, fazendo uma festa com chocalhos, surdos, triângulos e tamborins. A entrada dos shows custa R$10 e a programação completa pode ser vista no site www.firjan.com.br/guiadecultura.

Exposição Cazuza 60 anos
Local:
 Teatro Firjan SESI Centro – Avenida Graça Aranha, nº 1 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Data: segunda a sexta, até 14 de Dezembro de 2018
Horário: 10 às 19h
Classificação: livre
Mais informações: Tel.: 21 2563-4163

| Evento reúne exposição fotográfica, cinema, workshop cultural, competição de K-Pop e teatro |

Foto: divulgação

Da série “não é de graça, mas é quase”:

Em função do crescente interesse pela história, tradições culturais e dos recentes acontecimentos na península coreana, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Centro do Rio, recebe, de 4 a 10 de julho, a 1ª Mostra de Cultura Coreana do Rio de Janeiro. Entre as atividades estão exposição fotográfica, *exibição de filme, *workshop sobre a cultura do país, *competição de K-Pop e *teatro. O evento acontece em caráter solidário ao Retiro dos Artistas. Os ingressos para algumas atividades custarão 1 (um) quilo de alimento não perecível. Confira na programação.

A exposição fotográfica “Arirang: Olhares sobre a Coreia” traz registros sobre a Guerra da Coreia, cúpulas intercoreanas, imigração coreana no Brasil e cultura coreana em geral. Também serão apresentadas obras do fotógrafo sul-coreano Song Kwang Chan, do fotógrafo brasileiro Bruno Costa e do poeta coreano Kyung Joo Lee. A curadoria é de Marcelle Torres.

Filme Zona de Risco (de Park Chan-wook)– Após a morte de um soldado durante um conflito armado, as coreias do Sul e do Norte concordam colocar uma detetive de ascendência coreana-suíça na investigação. Ela se depara com problemas disciplinares e com segredos de Estado.

Imersão Cultural Coreana / workshop – Em parceria com o Instituto Nam Ho Lee, o workshop conta com atividades de iniciação à língua coreana, palestra sobre a história da Coreia e brincadeiras típicas do país.

Competição Cover de K-Pop / show – Apresentada por Douglas Passos, a competição cultural cover de dança pop coreana contará com grupos de admiradores do gênero K-Pop, apresentando músicas e danças.

Para Além da Fronteira – A peça teatral conta a história de uma família separada há mais de 65 anos e um casal de jovens em um romance impossível. Separados pela mesma guerra em diferentes gerações, Woo-jin é um professor com carreira promissora na Coreia do Sul e Yeon uma proeminente professora na Coreia do Norte. A direção é de Bruno Petran.

1ª Mostra de Cultura Coreana do Rio de Janeiro
Local: Centro Cultural Justiça Federal – Avenida Rio Branco, 241 -Centro – Rio de Janeiro/RJ – Tel.: 21 3261-2550
Período: de 04 a 10/07/2018 (conforme programação)
Horário: conforme programação

Clique em “leia mais” ou em “View full article” e veja a programação completa. 

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| Aberturas de “Beijo”, “fragmentos diários” e “O Jardim de Maria” acontecem no dia 31/07, na Glória |

No dia em que completa dois anos, 31 de julho, a Galeria Oriente (GO), na Glória, inaugura uma exposição coletiva e duas individuais. “Beijo” reúne nove fotógrafos representados pela GO: Ana Carolina Fernandes, Ana Dalloz, Anna Kahn, Fábio Seixo, Kitty Paranaguá, Paulo Marcos, Rogério Reis, Thiago Barros e Walter Carvalho. Eles foram convidados a produzir imagens inéditas, inspiradas na centenária tela “O Beijo”, de Gustav Klimt. As individuais são “fragmentos diários”, do artista visual demps, e “O Jardim de Maria”, série ganhadora do melhor portfólio do FotoRio 2017, do fotógrafo e designer gráfico Pedro Kuperman. O evento de abertura acontecerá das 18h às 21h. A visitação, do dia 1º de agosto ao 1º de setembro, de segunda a sábado, das 14h às 19h.

Vinculada ao Ateliê Oriente, onde se encontram aqueles que têm a fotografia e a imagem em seus radares, a GO realizou volumosas 13 exposições e 13 performances e conversas sobre arte no período, e segue com a agenda abarrotada até o final do ano. “Estamos muito felizes em completar dois anos, em especial por sempre ter recebido muito apoio do meio artístico de diversas formas, e esperamos que isso seja só o começo. Que a Galeria Oriente continue abrigando, cada vez mais, as várias manifestações da produção artística atual”, diz a galerista Adriana Braga, que está à frente da GO desde a inauguração.

Novos olhares para “Beijo”, de Klimt – Uma das obras mais famosas do pintor austríaco, “Beijo” reúne o feminino e o masculino, com as suas formas arredondadas e retangulares, definindo os gêneros em comunhão e desigualdade. Com 110 anos de existência, a pintura, que integra a coleção de uma galeria em Viena, serviu para inspirar novas imagens feitas pelas lentes dos nove fotógrafos.

“Desenvolvo esse ensaio há dois anos, bem devagar – porque a cumplicidade e o respeito que procuro dos fotografados em relação a mim não se estabelece de um dia para o outro. Com ele, busco a autenticidade, a dignidade e a liberdade de pessoas que a sociedade insiste em manter invisíveis”, defende Ana Carolina Fernandes, que vai regularmente a uma boate na Baixada Fluminense atrás de registros sobre o universo LGBT e, há mais de 15 anos, fotografa um casarão na Lapa carioca habitado por travestis. A imagem eleita nos leva para dentro de um beijo através do espelho, como se, indiscretos, espiássemos por uma brecha.

“A fotografia é um passaporte mágico que possibilita uma viagem para novos mundos. Dessa forma conheci um pouco da realidade de Bruna Marx. Ela é trans, feminista, militante e presidente do conselho LGBT de Niterói. Na ativa da Marinha há 21 anos, Bruna abriu um processo para voltar a trabalhar e evitar a aposentadoria por incapacidade. Suas lutas são muitas, ela conta que ‘o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, três vezes mais que o México, que ocupa segundo lugar. Na ditadura, éramos caçadas e assassinadas. Até hoje essa é a batalha: continuar viva e fazer parte da sociedade. A estimativa de vida de uma pessoa trans é de 35 anos, sou uma sobrevivente aos 38 anos’. Na foto, Bruna recebe um beijo do marido Gustavo, com quem vive há sete anos”, diz Anna Kahn, cujos olhos sempre se voltam às queixas do mundo.

Fábio Seixo ampliou um quase beijo entre Jair Bolsonaro e Túlio Feliciano e embalou a foto com a logomarca “United Colors of Benetton”, fazendo uma crítica bem humorada à dupla de políticos que não reconhece as diferenças. Já Kitty Paranaguá e Walter Carvalho optaram por uma visão mais poética. “Adoro um beijo! Beijar é estar próximo do outro, é diálogo, é intimidade, é delicadeza, é resistência e é lugar conquistado. Meu beijo é uma homenagem ao amor livre, às escolhas de cada um”, aponta Kitty, cuja imagem recorta um clima amoroso entre duas mulheres. “Tem todos os beijos: abstrato, úmido, pétala, amargo, público, inventado, mentiroso, profundo, cósmico, sonhado, escondido… Agora, aquele que vira imagem não é beijo, é miragem”, filosofa Waltinho.

Individuais com consistência
Primeira individual de demps, artista visual autodidata, “fragmentos diários” é um recorte de trabalhos realizados diariamente, utilizando diferentes suportes e investigando as aproximações entre o fazer artístico e o cotidiano, sempre em busca de possibilidades narrativas entre o real e o imaginário. São produções a partir de práticas de documentação que pretendem abordar as imprecisões da linguagem.
Ao todo, demps vai expôr quatro trabalhos: o vídeo “mneminutos (composição I)”, realizado com base em uma pesquisa iniciada em 2012; “poéticotidiano”, uma instalação de fotografias que compõe um diário imagético; “sobretexto”, série de textos datilografados com a ideia de poesia visual; e a escultura “silêncio tecido”.

O Jardim de Maria”, ganhadora do melhor portfolio do FotoRio 2017 e primeira individual do fotógrafo e designer gráfico Pedro Kuperman, é uma série de imagens em preto e branco com um jogo de luz e sombras que se desenrola no jardim, uma homenagem à Maria, esposa falecida do dono do jardim. A curadoria é do colecionador Joaquim Paiva. A mostra também foi finalista na bolsa Magnum 70th Rio Workshops 2017 e selecionada para compôr o Festival de La Luz, em Buenos Aires, em 2018.

Dois anos da Galeria Oriente  – Exposições fotográficas “Beijo”, “fragmentos diários” e “O Jardim de Maria”
Período: abertura – dia 31/07, das 18h às 21h; visitação –  do dia 1/08 ao 1/09, de segunda a sábado
Horário: visitação (das 14h às 19h)
Local: Galeria Oriente – Rua do Russel, 300 / 401 – Glória – Rio de Janeiro/RJ – Tel.: 21 3495.3800

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